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A casa do Badminton
Mesmo com poucos recursos, a Odip é exemplo de dedicação à causa dos menores carentes

GILVÂNIA GOMES

Vivendo de convênios com entidades privadas, filantrópicas e de doações, a Obra de Defesa da Infância Pobre – Odip – oferece ensino fundamental (até a 4ª série) e cursos profissionalizantes a crianças carentes. Corte e Costura, Tecelagem Manual e Eletrônica, Panificação, Serigrafia e Informática são alguns dos cursos. Além disso, ela também abriga atividades artísticas – dança e música – e esportivas – Futsal, Vôlei, Handebol e Badminton.

Curiosamente, a maior contribuinte da Odip, fundada pela Igreja Católica em 1953, é a KNH (Kindernothilfe), agência alemã ligada à Igreja Protestante. Com ações na África, América Latina, Ásia e Leste Europeu, a KNH, há três décadas, renova anualmente seu convênio com a entidade gravataense.

Ano a ano, a contribuição da KNH vem diminuindo, o que preocupa a direção da Odip. “Se a KNH cortar o convênio, eu acredito que a instituição (Odip) feche as portas”, teme a coordenadora Ana Lúcia Medeiros, 43. Os gastos não são poucos: além de uma folha de pagamento mensal de dez funcionários (outros quarenta são cedidos pelo Município), são cerca de 500 crianças fazendo, diariamente, três refeições na entidade – perfazendo mais de 30 mil refeições mensais.

A agência alemã, entretanto, não é a única parceira da Odip. O Sesi – Serviço Social da Indústria – está com a entidade há 10 anos e contribui com a remuneração dos monitores das oficinas e com os materiais dos cursos profissionalizantes. Projetos governamentais como o Fedca (Fundo Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente) e o Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) também auxiliam a instituição.

BADMINTON
Há cinco anos, de segunda a sábado, o Badminton figura entre as ações desenvolvidas na instituição. Se, no começo, o esporte parecia um jogo estranho, o número de sessenta crianças em atividade atesta o êxito do projeto. “Frank (Düesberg) pediu a quadra emprestada para treinar os meninos. Quando ele começou, a gente estranhava, porque era um jogo com uma peteca no lugar da bola. Mas, depois, a gente viu que ele ia ter um sucesso muito grande, como está tendo.”, diz Ana Lúcia.

Com algumas crianças sonhando profissionalizar-se no esporte e com a exigência dos treinadores de acompanhar o rendimento escolar dos atletas, o projeto tem total apoio da coordenação da Odip, que afirma que o esporte é parte importante no processo de educação das crianças. “Nosso objetivo é proteger e tornar a criança e o adolescente como jovens protagonistas. Devemos estimulá-los a fazer sua própria história”, completa Ana Lúcia.

Para saber mais:
Obra de Defesa da Infância Pobre
Kindernothilfe


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