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Ano de aprendizado
Destaque nas seleções juvenis, Dani Lins, finalmente, tem
a chance de ser aproveitada na Seleção Brasileira principal

MÁRCIA MANSO

Jogadora da Seleção Brasileira de Vôlei, a pernambucana Dani Lins, 24, vem escrevendo historia na equipe. Ela assumiu a responsabilidade de comandar o time no papel de capitã ao substituir a jogadora Fofão que tem em sua trajetória uma medalha de ouro e duas de bronze em Jogos Olímpicos, além de ser recordista de títulos no Grand Prix.

Dani Lins é levantadora do Unilever (ex-Rexona Ades), no Rio de Janeiro. Sua carreira iniciou em 1998, quando consegui uma bolsa de estudo para praticar o esporte. A posição inicial era de atacante, mas suas características em jogo a tornaram levantadora.

O BCN (atual Osasco) a convidou para jogar no time no ano de 2000, e ela participou da equipe por seis anos. A partir de então, surgiram oportunidades de ela integrar as categorias de base da Seleção, chegando a conquistar títulos de vice-campeã mundial infanto e campeã do sul-americano e do mundial juvenil.

Depois de se unir ao Rexona Ades (Atual Unilever) a partir de 2006 para substituir a levantadora Fernanda Venturini, Dani Lins foi eleita a melhor levantadora em duas das três superligas que o time conquistou.

A sua sensibilidade e atitudes demonstradas em jogos chamaram a atenção do técnico Zé Roberto, que acreditou em seu potencial e a convocou para integrar e comandar a Seleção Brasileira, depois de três anos e meio sem ser convocada.

Para o treinador a atleta é fisicamente bem dotada, forte e concentrada, além de ter um excelente gesto técnico. Características estas que garantiram a jogadora estrear como capitã no Grand Prix e obter resultado esperado pela seleção nesta competição, o octacampeonato.

Ao site Volêibrasil, a levantadora falou da adaptação do estilo de jogo dela e do time, salientando que acha normal passarem por um processo de adaptação já que a equipe está recebendo bola (no sentido de estilo de jogo) diferente das que trabalhavam nos clubes e seleção. “Posso dizer que estamos um nível acima do esperado. Com muito treino e conversa isso se resolve” resume Dani Lins.

Na Copa dos Campeões, no Japão, este mês, ficou claro que o período ainda é de adaptação. Dani Lins começou o torneio como titular do time, mas perdeu a vaga para Ana Tiemi na segunda partida, contra o Japão. Na decisão, contra a Itália, entrou no time no decorrer da partida, mas não conseguiu evitar a derrota brasileira.

Em pouco tempo de carreira, Dani Lins conquistou o seu espaço no mundo do vôlei feminino e sua trajetória ainda terá muitas paginas de sucesso. Ano que vem, também no Japão, será disputado o Campeonato Mundial e, ao que tudo indica, ela estará entre as convocadas da Seleção que vão tentar o único título que falta ao Vôlei Brasileiro.

FOTO: Site da FIVB

ADAPTAÇÃO Tarefa de substituir Fofão
tem pesado sobre Dani Lins

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