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Já tem com quem jogar
Inicialmente despretensioso, projeto já revelou jogador
convocado pela Seleção Brasileira de menores.
E tudo indica que não vai parar por aí.

JOÃO BATISTA JR.

Se alguém perguntar a Frank Düesberg por que ele trouxe o Badminton para Gravatá, a resposta vai parecer modesta. “Não dá para jogar sozinho”, diz Frank, que, no princípio, não achava que sua ideia teria status de projeto social. “Logo no início, não imaginei que teria essa amplitude social, mas, quando a turma se animou, eu passei a acreditar”.

Frank morava no Recife e, quando se mudou para Gravatá, alugou a quadra da Odip para continuar jogando Badminton. Foi a partir daí, em 2004, que começou a ensinar o esporte para as crianças. Hoje, ele mora em Natal e supervisiona o trabalho de longe, em visitas quinzenais. Quem coordena de perto o Centro de Desenvolvimento de Badminton (CDB) é José Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, 21, um dos primeiros alunos. O coordenador técnico do CDB é Leonardo Pereira da Silva, o Léo, 19, irmão de Paulinho, atualmente na 24ª posição do ranking nacional adulto de Simples.

FRUTOS E PROMESSAS
Além de Léo, que também está ranqueado entre os 30 melhores duplistas adultos do país, o CDB tem atletas de ótimo desempenho em categorias infanto-juvenis.

Em 2006, Rodrigo da Silva foi convocado pela Seleção Brasileira que disputou o Pan-Americano Júnior. Hoje com 13 anos, ele é o 10º colocado na Categoria Sub-15.

No entanto, as maiores promessas do CDB são os irmãos Bruno e Leonardo Douglas de Lima. Por conta de um drama familiar vivido ano passado, quando a mãe deles foi esfaqueada pelo companheiro, os dois se afastaram do esporte e, até mesmo, da escola.

Esse ano, com a mãe recuperada do atentado, os meninos voltaram ao colégio e aos treinamentos, Bruno, 12, chegou a liderar o ranking de Simples da Categoria Sub-13 e, na mesma faixa etária, era 4º nas Duplas Masculinas e 5º nas Duplas Mistas. Seu irmão, Leonardo, 10, era líder na Simples e nas Duplas Mistas e 6º nas Duplas Masculinas da Sub-11. Contudo, por não terem participado do Campeonato Nacional em São Paulo, mês passado, ambos devem perder a posição no ranking.

Falta de apoio à parte, não é à toa que Paulinho projeta um futuro gigantesco para os garotos do Badminton gravataense. “Já fomos jogar em vários (torneios) nacionais e tivemos resultados positivos. Além disso, temos muitos alunos ranqueados. Existe, sim, a possibilidade de alunos daqui jogarem pelo Brasil nas Olimpíadas de 2016”, arremata.

 

Se Frank Düesberg queria, em Gravatá, um adversário na quadra, pode escolher à vontade. Das 60 crianças do Centro, não vai faltar aluno que já queira superar o mestre – a prova definitiva do êxito de seu projeto.

 


Para saber mais
Ranking Nacional de Badminton – atualizado até set/2009


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