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“Pingue-pongue diferente”
Esporte surgiu na Índia e mudou de nome na Inglaterra

JOÃO BATISTA JR.

Quando Frank Düesberg foi apresentar o Badminton às crianças da Odip, cinco anos atrás, o esporte, embora fosse um dos mais praticados no mundo, passaria por desconhecido em Gravatá. “Chamaram a gente para ver um ‘pingue-pongue diferente’.”, lembra o coordenador técnico do Centro, Leonardo Pereira da Silva. Se um jogo com rede e raquete pode se parecer com Tênis de Mesa (o “pingue-pongue”), por outro lado, mesmo um leigo no assunto deixa de ter essa sensação logo nas primeiras raquetadas – não numa bolinha, mas numa peteca.

A peteca, nas partidas oficiais, é feita com 16 penas de ganso e não pesa mais do que 5,5 gramas. Em partidas amadoras, elas podem ser de nylon. Se o jogo é oficial, a peteca, normalmente, não dura mais do que cinco pontos muito disputados – na Odip, os garotos usam petecas de nylon que têm de durar dois ou três dias!

O cabo da raquete é mais cumprido do que o da raquete de Tênis. O peso do material varia entre 85 e 110 gramas. As melhores raquetes são feitas de grafite.

A rede que divide as áreas adversárias fica a 1,55m do chão. O jogador que tocar nela dará o ponto em disputa ao adversário. O jogo não para se, no saque, a peteca tocar na rede e for para a quadra do recebedor – a exemplo do que ocorre no Vôlei.

A área de saque fica recuada da rede e tem com uma divisória ao centro. O saque é feito em diagonal, como no Tênis. O sacador deve manter os dois pés no chão e efetuar o saque num movimento contínuo e de baixo para cima. Assim como no Vôlei, depois do início do set, saca quem houver pontuado por último.

Hoje, o jogo é praticado em cinco modalidades: individual (simples) masculino e feminino, duplas masculinas, femininas e mistas. A quadra tem extensão diferente para as partidas em simples e em duplas. Uma partida oficial tem dez Juízes de Linha, um Juiz de Serviço e um Árbitro.

O jogo é disputado numa melhor de três sets, todos em pontos diretos. Ganha o set quem fizer 21 pontos. Em caso de empate em 20, vence quem abrir dois pontos de vantagem, com limite de 30 pontos – com 30-29, o set termina.

HISTÓRIA
Apesar do nome britânico (Badminton é o nome de uma propriedade do Duque de Beaufort, onde se praticava o jogo), o esporte teve origem na Índia e se chamava poona. A poona foi exclusividade dos hindus até 1870, quando soldados britânicos introduziram o esporte na Inglaterra.

Mesmo com a difusão do esporte pela Europa e, depois, pelo mundo afora, o Badminton ainda é predominantemente asiático. Esporte Olímpico desde os Jogos de Barcelona, em 1992, o Badminton já distribuiu 24 medalhas de ouro e apenas uma delas não foi para a Ásia.

Nas Olimpíadas de Pequim, no ano passado, o domínio chinês foi total, com 3 medalhas de ouro, 2 de prata e 3 de bronze. Atualmente, o líder do ranking mundial masculino é Chong Wei Lee, da Malásia (prata em Pequim), enquanto a líder no feminino é a chinesa Yihan Wang, de apenas 21 anos de idade.

O Brasil não tem tradição no Badminton. Se em Jogos Pan-Americanos o país conquistou em 2007, no Rio, sua primeira medalha (bronze nas duplas masculinas, com Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka), em Jogos Olímpicos o retrospecto é ainda pior: o Badminton Brasileiro nunca, sequer, participou de qualquer edição. Quem sabe o Centro de Desenvolvimento de Badminton, em Gravatá, não esteja formando um atleta que represente o país na competição máxima do esporte?

Para saber mais
Regras do jogo

 

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