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Outras e melhores perspectivas
“Sonho de Badminton” vem transformando a realidade de crianças
gravataenses e lhes faz crer num futuro promissor.

APARECIDA CAVALCANTE

Crianças e adolescentes moradores da Área Verde, regiões das mais pobres de Gravatá, enxergam no Badminton uma chance de melhorar de vida. Com o apoio da Odip (Obra de Defesa da Infância Pobre), esse esporte vem se tornando um agente transformador na vida dos jogadores. “O Badminton estimula o lado físico, social e emocional dos meninos. Às vezes, são crianças com problemas em casa e que chegam à escola agressivas e assustadas, mas quando começam a jogar, pegam sua peteca e ficam calmos”, diz Ana Lúcia de Lima Medeiros, 43, Coordenadora da Odip. “Ano passado, eu não estudava só bagunçava. Nesse ano, eu comecei no Badminton e mudei meu comportamento”, enfatiza Josivan, 11, jogador.

Trazido a Gravatá em 2004 pelo alemão Frank Düesberg, o Badminton já se apresenta como uma oportunidade de vida para as crianças e adolescentes que o praticam. “Já houve muita mudança no âmbito social dos jogadores, e também muito resultado no esportivo. Já estou até sonhando com as Olimpíadas de 2016”, diz Düesberg.

APOIO NO ESPORTE
Leonardo Douglas, 10, teve um grave problema na família no ano passado. A mãe do menino, Maria Cristina Guedes, 33, foi esfaqueada pelo marido. Embora tenha Maria Cristina tenha sobrevivido, o trauma na vida do garoto é evidente.

“Ano passado, eu repeti a quarta série por causa do problema com a minha mãe. Mas, este ano, as minhas notas estão boas, só tem nove e dez.”, diz o pequeno jogador. “Desde que meus filhos começaram a jogar Badminton, noventa por cento do comportamento mudou para melhor. O Badminton ajudou meus filhos, pois eles só viviam em casa e agora têm o que fazer”, afirma Maria Cristina, que, além de Leonardo, tem dois outros filhos – todos, integrantes do projeto.

O Centro de Desenvolvimento do Badminton tem como coordenador técnico Leonardo Pereira da Silva, 19, que diz: “Hoje, para esses meninos, o Badminton é muito importante porque representa a possibilidade de realização dos sonhos deles, sonhos de uma vida melhor para sua família”.

O “Sonho de Badminton” como é chamado o projeto, é, para os jogadores, a presença de uma segunda família. “Aqui não é aquela coisa de todo mundo fechado, cada um querendo fazer o seu, pelo contrário é o momento família. Tanto é, que o projeto se chama ‘Sonho de Badminton’. Aqui não temos amigos, temos uma família.”, diz Jéssica, 16, atleta do Centro.

Dar novas perspectivas de vida através do esporte a crianças que muitas vezes não encontram nenhuma é uma das metas que o Centro de Desenvolvimento de Badminton vem cumprindo em Gravatá.

Para ver mais:
Centro de Desenvolvimento de Badminton

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